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Cultura do estupro

Vou escrever esse post com base em um artigo publicado na edição da revista Super Interessante em julho/2015, que você pode acessar clicando aqui.





“Uma em cada cinco mulheres será estuprada. No entanto, até as mais respeitadas instituições - escolas, igrejas, universidades, famílias - varrem a violência sexual para baixo do tapete. Por quê? E até quando?”




Essa reportagem, além de falar sobre um assunto importantíssimo, traz figuras excelentes que conseguem resumir em apenas uma imagem a cultura do estupro, que ainda é cercada pela polêmica “existir ou não existir, eis a questão”. Foi publicada na edição de julho de 2015, mas se encaixa perfeitamente no momento que estamos vivendo agora.

Talvez ainda esteja valendo daqui dois, cinco, dez anos… Mas a esperança é que logo ela seja apenas uma recordação de tempos animalescos em que um ser humano pensava-se dono de outros corpos.

Dados chocantes são apresentados ao longo do artigo nos fazendo refletir o absurdo que é não reconhecer a existência da cultura do estupro, andando lado a lado com o machismo e, tão intrincada na sociedade que se torna difícil reconhecer e fazer reconhecer.

“Todo mundo concorda que estupro é um dos piores crimes que existem. Ainda assim, 99% dos agressores sexuais estão soltos - e eles não são quem você imagina. Culpa de uma tradição milenar: o nosso hábito de abafar a violência sexual a qualquer custo.”