de de

Sinto muito amor

Preciso abandonar você
eu te amo demais
tanto que esqueço de mim
você me inspira, me renova
mas também me limita,
me preocupa até onde posso chegar por você
até onde sigo teus sonhos ao invés dos meus
até que ponto chega sua influência sobre mim
preciso estar só
para descobrir
passar pela abstinência
e ver como é ser livre sem você
sinto muito amor
eu sempre vou te amar
mas nunca vou te amar mais do que
a mim mesmo


de de

Fazer o quê?

Eu te amo.
Como sei?
Não sei.
Apenas acredito que amo.
Precisa mais?
Mais do que a minha crença?
Ela é tudo que possuo.
Meu amor sobrevive dela.
Minha crença.
Encontrar motivos para quê?
Já estou convencido.
É amor.
Motivos para quê?
Só se for...
Pra convencer você!



de de

Filosofando e afirmando sem teoria

Deu a louca e eu escrevi um monte de bobeiras que eu gostaria de compartilhar. Hehehe Quis compartilhar porque eu não estudei nenhuma teoria, nem ao menos fiz algum tipo de estudo empírico para afirmar nada, mas, como eu disse, deu a louca e eu escrevi. Comentem suas opiniões, aqui no blog ou pessoalmente ou por qualquer outro meio, talvez surja uma discussão interessante.


Na solidão busca-se um refúgio. E se o refúgio não vem culpa-se a sociedade e todos os indivíduos nela viventes. Porque a solidão resulta primeiramente de uma exclusão da sociedade. Os diferentes estão sós. Aqueles que não seguem um grupo, que não se encaixam em nada pré-estabelecido.

Há lógica por trás de toda exclusão, seja ela preconceituosa ou não. Mas o fato de haver lógica não exime a sociedade da culpa, que nem ao menos é sentida.

Porém, ainda não existe uma maneira aceitável de solucionar a solidão sem modificar o indivíduo, pois a sociedade jamais aceita aquilo que é diferente. Até mesmo o solitário recusa o contato com aqueles que ele considera muito distantes de sua própria forma. É natural e humano não se sentir confortável diante de algo extremamente diferente e ainda é impossível fazer com que o ser humano reaja positivamente nestas condições. Talvez o constante contato faça com que a mente e a visão se acostumem com o distinto, mas a surpresa da primeira vista jamais poderá ser desfeita. Apesar do costume, de certa forma, incluir o excluído, ele ainda não é capaz de fazer com que o excluído se torne extraordinário a ponto de ser o preferido, ou mesmo, um dos preferidos.

Mas a exceção existe quando, nesse mesmo grupo, já exista alguém diferente e, mesmo que disfarçadamente, excluído e solitário. Pois alguns solitários sabem disfarçar bem a sua solidão, insinuando algum tipo de normalidade, ou até mesmo, tentando modificar sua própria essência para transformar-se num sujeito comum. No entanto, a mudança de sua essência raramente é recomendada, pois os solitários, em sua maioria, têm muitos méritos que poderiam ser bem aproveitados pela sociedade, essa mesma que o exclui, mas que dele necessita.

Por último, ainda pode-se reconhecer que todo ser carrega consigo uma espécie de solidão que, às vezes aparece e se instala, seja para reflexão ou descanso. Pois é inevitável que toda encenação feita para a sociedade não se mantenha integralmente com o indivíduo, necessitando de um descanso para reaver o que ele significa para si mesmo e para restaurar seu próprio ser, despindo-o das influências trazidas do mundo exterior (apenas as mais insignificantes).

Portanto, a solidão ainda traz consigo uma espécie de oportunidade para o aprendizado de si mesmo e para o fortalecimento de sua essência. Cabe ao indivíduo saber lidar com ela, e dela retirar o melhor proveito, para crescer interiormente, contribuindo ou não para a sociedade.

Pintura de Edward Hopper

de de

A estação

A cabeça encostada na janela do ônibus, olhando para a paisagem que passava rapidamente lá fora, lembrando o amor que se foi, o emprego que se foi, as tantas oportunidades que se foram. Um sorriso discreto nasce nos lábios recordando o amor que veio, o novo ofício que aprendeu e as tantas oportunidades que aproveitou.

A fase era boa, mas há um dia atrás a fase era péssima. Sua vida era como aquele ônibus, se movimentava rapidamente por toda a via, ora estacionado em pontos manchados e obscuros, ora parando em lugares iluminados e belos. Tantas vidas passavam por ele, pessoas de todos os tipos, estilos e personalidades se misturando para formar uma massa ambulante.

Ao chegar à estação final, essa mesma se transformava na estação de partida e a viagem começava novamente. Talvez outro ônibus, para outras ruas, outros pontos, outras vidas, outras paisagens e sensações.

Mas aquele dia ela desceu alguns pontos antes da estação. Pois as boas fases devem ser utilizadas para progredir nas questões não solucionadas.