de de

Mudou eu ou mudou o mundo


Sabe aquele tempo em que o por do sol podia ser visto com tranquilidade e a brisa soprava despretensiosa e desdenhosa de ser tão refrescante?

Me lembrei daquele tempo hoje...

Como éramos felizes e despreocupados com o amanhã ou mesmo com o que já tínhamos vivido.

Quando pensar sobre a vida era apenas agradecer a beleza da natureza e esperar o melhor dos dias vindouros.

Você ainda lembra? A época que as estações eram bem marcadas, quando a primavera trazia o colorido e o perfume das flores, quando o outono era um pouco mais quente que o inverno, o verão era mais quente que a primavera e no começo do inverno a gente tirava os casacos do armário se preparando para não congelar.

Será que é uma impressão minha? Ou será que estes dias estão mesmo loucos?

Será que não sabíamos do mal do mundo porque não percebíamos?

Só não consigo acreditar que sempre foi assim...

Toda essa confusão sem propósito.

Eu queria poder voltar... Ou pelo menos relembrar, como eu conseguia ser tão feliz em um mundo implacável.

Quem sabe você me explique... Como os dias ficaram assim... Como eu fiquei assim...

Talvez eu consiga decidir: melhor viver essa realidade tentando modificá-la (em vão?) ou viver sonhando ser feliz?


de de

Tristeza


Eu estava ali, na berlinda
Esperando um milagre...
Um caminho a seguir...
Quando você chegou
E me mostrou o que há de bom
Me fez entender que a vida é muito mais
Me motivou a seguir em frente
A buscar, a ir atrás
Me deu exemplos com sua própria vida

E quando eu já havia me acostumado
Com a sua presença radiante
Você se foi...

Como resolver a minha solidão
Substituir o que você deixou
Continuar o que restou
Fazer o que me ensinou

É tão difícil continuar sozinha
Olhar pro lado e ver que você não está
Querer sentir de novo
Aquilo que nunca vai voltar
Duvidar sem expectativas
de solução

Existe mesmo
uma vida após a morte?
Existe mesmo
minha vida após...

Fonte

Mais uma dúvida 
sem solução

de de

A eternidade dos pequenos momentos

Alguns momentos da vida as palavras não conseguem descrever. Não porque sejam insuficientes, mas porque não há como transmitir sem esquecer detalhes essenciais.

Esses raros momentos, que geralmente são curtos, ficam gravados e com o passar do tempo apagam-se em partes e são reconstituídos por nossa memória... Sem saber se foi assim, acreditamos no eterno da maneira que nos recordamos.

Assim o sentido da vida continua nesses breves instantes em que o coração parece ser a única parte do corpo a existir. Nesse instante que, ao fechar os olhos, se enxerga mais.

Quando a imensidão do universo nos atinge e a matéria se desfaz. Quando o que se busca não se atinge e mesmo assim se busca cada vez com mais intensidade.

Vivemos esperando que esses momentos reapareçam, que a vida novamente nos surpreenda, tirando de nós a ilusão de que o tédio é constante.

Assim continuamos...

Na expectativa de muitos eternos pequenos instantes.


de de

Aceitar e ser feliz

Aceitar. O verbo que me ajuda a levar a vida tranquila. Porque muitas das situações que nos cercam devem apenas ser aceitas.

Algumas pessoas começam a esbravejar antes mesmo de saber exatamente o motivo pelo qual se descompuseram. Outras gostam de fazer um drama para ver o que as pessoas estão dispostas a fazer por elas. Outras ainda tentam fazer uma coisa interessante: nada. Estão sempre ali, fazendo nada e recebendo a mesma coisa da vida.

Claro que não é preciso aceitar tudo o que nos acontece, mas sim aquelas coisas que não podemos mudar. Não aceitar o que não pode ser mudado por nós mesmos é besteira! É desgastar-se sem motivo e sem retribuição. Está sofrendo? Tudo bem, mas durante esse sofrimento tente encontrar a compreensão, a aceitação e a paz.

Não se culpe. Algumas coisas acontecem sem que possamos evitar. Aceite. Faz parte da vida.

E se você é do tipo hiperativo, que não consegue se conformar com nada que você não possa mudar... Preste atenção, você está jogando sua saúde no lixo. Ser revolucionário, ter atitude, ser proativo... Dane-se! Eu quero é ser feliz!

Aceite seu corpo, aceite sua situação financeira, aceite seus amigos loucos.

Mas não fique parado aceitando, faça alguma coisa. Aceitar não é parar de fazer. Aceitar é um exercício diário. É a revolta no momento certo, é o esforço naquilo que você gosta, naquilo que te dá prazer, é ser proativo com aqueles que você gosta. É viver percebendo todos os dias a beleza que a vida tem.

Aceite e veja que o lado bom geralmente é bem maior.


de de

Meu tormento: escrever...

Eu escrevo pra deixar um pedaço de mim, pra viver novas aventuras, pra inventar sem preconceito e sem medida...

Eu escrevo pra me libertar, pra atrair, pra conquistar...

Eu escrevo pra deixar minhas pegadas por aí, escrevo para ser lida sim, escrevo para me sentir em paz...

Quando escrevo sinto dentro de mim essa sensação de satisfação e ansiedade.

Se é uma história: vivencio os personagens, um a um, e espero... Como a planta espera a luz do sol... O final de cada um...

Se é uma reflexão: sinto os pensamentos se acomodarem, pedindo passagem, se escondendo, se ajustando e saindo calmamente... Uma sensação boa... De liberdade, como quando o vento te sopra os cabelos e te faz pensar por um segundo o quanto é bom estar ali...

Mas escrever é meu tormento... Desespero-me quando não consigo, quando a mente não se acalma...

Enlouqueço em pensar que nunca conseguirei escrever de novo... E esses lapsos me vêm com tanta freqüência, que às vezes me canso...

Porém, sempre vem o novo dia... Uma nova inspiração, novos ares... Mais ou menos a mesma coisa se produz, mas com uma diferença fundamental, dessa vez, estou mais resistente e mais segura.


Gostaria de agradecer a todos aqueles que sempre me incentivam a continuar, vocês fazem uma diferença absurda sempre! Obrigada!