de de

Irreversível

O amor surge tão inesperadamente que a gente nem acredita, pensa estar se enganando de novo, pensa estar doido de novo, ou simplesmente não sabe o que está acontecendo. Procura uma saída, um lugar pra fugir, um jeito de escapar, mas, o problema, é que quando ele chega, ele não se deixa abater, forte e resistente, não cessa e não foge, apenas cresce. E quanto mais a gente tenta esquecer, mais a gente se prende e se esquece de como era a vida antes dele surgir. E o jeito é se entregar, é se arriscar e ver no que vai dar, porque de lento já basta o tempo. Que não passa e não resolve nada, dizendo ele mesmo aos nossos ouvidos: 
"É meu camarada, isso fica por sua conta"


O beijo que todos queriam ganhar. Este é o biquinho mais lindo do mundo...

de de

O nome do vento - Parte 1

** Importante dizer que essa história não é o livro de Patrick Rothfuss, comecei a desenvolver com esse nome e preferi não modificar **


Ela não podia parar... Estava presa àquilo, como se nada pudesse libertá-la. As vozes ao fundo não faziam mais sentido e as letras na sua frente eram devoradas numa velocidade estonteante. A história se desenvolvia na sua mente, e por mais que não parecesse real, tudo conspirava para que seu corpo também fizesse parte dela. Alguém estava tentando chamá-la, alguém muito longe tentava tira-la de lá, mas era impossível, ela já estava envolvida demais para sair.
- Terei que matá-la. – disse uma mulher ao seu lado.
- Não! Eu não sou quem você pensa! Eu preciso voltar para casa!
- Tarde demais!
O tiro ecoou na floresta adentro. Sofia caiu. A mulher observou por um instante a moça caída no chão... Seu rosto estava sujo, assim como suas roupas, e do seu pescoço pendia um colar de prata com um pingente em formato do nome ‘Sofia’. Após constatar que a moça estava morta, a mulher virou-se e foi embora.
Sofia não sentia seu coração pulsar, sua blusa estava encharcada de sangue, no lugar onde seu coração deveria estar batendo. Ela não conseguia entender o que estava acontecendo. Tudo estava calmo, ela podia se mexer e respirar, mas seu coração não batia. Não havia mais letras na sua frente, ela não sentia mais a cadeira na qual sentara. Suas roupas eram outras. Não estava mais na biblioteca, mas numa floresta densa de árvores gigantes que impediam a visão do céu.

Há alguns instantes atrás ela estava na biblioteca procurando por alguns livros para fazer um trabalho na escola quando um em especial chamou sua atenção. Ele não fazia parte daquela estante, e nem mesmo tinha a etiqueta da biblioteca. A capa dura vermelha carregava uma escrita dourada e o interior era escrito à mão com desenhos às bordas. Com certeza era único.

... continua ...


de de

Minha melancolia



Há tanta melancolia represada neste peito, que é impossível explodir...
Porque melancolia não transborda, ela apenas me deixa assim
sem forças pra lutar
sem forças até pra resistir

Há tanta melancolia represada neste peito, que eu me obrigo a te explicar...
Mas ela não pode ser explicada, apenas sentida

E ela é a razão do meu descontrole
É tão egoísta
Impossível entender
Só minha

Mas ainda sim

Há tanta melancolia represada neste peito, que eu preciso te contar...
Porque eu te vejo e sinto ela evaporar

Há tanta melancolia represada neste peito, que eu pareço até inventar...
Mas é que ainda existe a esperança
de sua alegria me salvar

de de

Quando o amor chega - Final


Cinco meses se passaram e a irmã de Renata voltaria para o trabalho. Renata não sabia como se sentir, sabia que a lanchonete não podia continuar com sua contratação, e sabia que jamais veria Mateus em outras ocasiões senão ali. Todo esse tempo passou e ela ainda não havia tido coragem de dizer o que sentia, cada dia ficava mais forte, mais incontrolável e impossível de dissimular. A idéia de entregar um bilhete não atraía tanto agora. A reação que ele teria a assustava, mesmo sem saber como seria. Se ele correspondesse tudo ficaria maravilhoso, mas se ele a rejeitasse, ela teria que ir embora, sem emprego, sem amor e com o coração partido.

Mas ela não podia sair sem saber como seria. Escreveu o que sentia e pretendia entregar naquele dia à tarde. Foi uma preparação intensa, ficou um mês escrevendo e corrigindo, imaginando sua reação e modificando o texto, planejando cada detalhe para que nada saísse errado.

Ela entraria em sua sala para assinar a recisão do contrato, e diria que precisava que ele soubesse de uma coisa que estava prendendo seu coração, entregaria o texto, e esperaria a reação dele... Talvez não fosse um plano tão bom, talvez fosse melhor olhar pra ele e falar, mas ela sabia que não conseguiria dizer nada.

A hora havia chegado, deu uma última olhada no texto, para conferir se tudo estava direito:

Mateus, eu tentei evitar, tentei me convencer de que isso é um engano, me convencer de que você não era pra mim, ou de que eu não era pra você, mas... Nossa combinação é inegável! E eu não consigo mais ficar perto de você sem me sentir perdidamente atraída.

Não era pra acontecer, mas aconteceu. Penso em você todo o tempo, sinto a sua falta como louca... Só gostaria que você soubesse disso, porque eu não quero passar a vida imaginando que poderia ter vivido ao seu lado.

Quando você não está por perto e o telefone toca eu rezo pra ser você, só pra escutar a sua voz, quando chega alguém eu olho na esperança de ver você, quando recebo e-mails, torço tanto pra que seja seu...Dizendo qualquer coisa, só pra eu sentir que você se importa.

E quando estou com você... Nem consigo me concentrar, porque fico imaginando como seria se você soubesse... Quando você me olha eu gostaria que todas as pessoas ao redor pudessem congelar, pra eu poder curtir esse momento sozinha com você.

Me desculpe acabar com nossa amizade assim, mas eu não posso fingir que sinto apenas amizade, se quando te olho eu imagino como seria bom ser sua e poder expressar aos quatro ventos tudo o que sinto por você.

Talvez um pouco exagerado, mas não era mais do que o seu amor. Entrou na sala e lá estava ele, de pé na frente da mesa, revendo o contrato.

- Renata...

- Oi.

Ela sentia como se a sala estivesse cheia de uma emoção não demonstrada, e tinha certeza de que ele sentia o mesmo, só lhe faltava agora a coragem de lhe entregar o texto.

- Renata, este é o seu contrato, se puder sentar, dar uma olhada, você assina nesta linha. Olha, eu sinto muito você ter que ir... Eu gostaria de poder fazer alguma coisa por você, mas eu não pude. Sinto muito.

Enquanto ele falava, ela assinava e tirava o texto do bolso, porém, antes de entregar, alguém entrou na sala comunicando que a empresa de consultoria havia chegado e esperavam para falar com ele.

- Então, é isso. Eu... Espero que dê tudo certo.

Ela levantou-se e eles não sabiam nem ao menos como se despedir. Um aperto de mãos, um abraço ou nada... Optaram por um aperto de mãos. Ela virou-se para sair, mas percebeu que não podia deixar aquilo assim.

- Mateus, eu... Sei que há pessoas esperando você, mas eu preciso te dizer...

Quando olhou para ele, no entanto, tudo foi esquecido. Ela estendeu o papel com o texto, mas quando ele se aproximou, não pegou o papel. Simplesmente envolveu sua cintura enquanto lhe beijava com o carinho e emoção represadas todo esse tempo.

Neste instante, o mundo deixava de existir para os dois, não estavam mais naquela sala, estavam em local algum. Só sabiam sentir e respirar. E quando o beijo acabou, eles se olharam, cada um a seu modo, entendendo que à sua frente estava a pessoa que complementava seu próprio ser, e que o tempo esperado agora não era nada, porque finalmente estava acontecendo, e era atemporal.

Abraçaram-se com uma felicidade tranqüilizante, que dispensava as palavras. Mas, de repente, eles voltaram ao mundo e lembraram-se de que alguém estava esperando. Eles se olharam e riram.

- Você me espera?

- Sempre.

Eles beijaram-se novamente, e ao sair da sala Renata guardou o texto no bolso novamente. Riu para si ao lembrar de todo o nervosismo que havia passado. Mas não se arrependia, porque sairia dali, finalmente, completa.



de de

Não quero rosas, desde que haja rosas

Não quero rosas, desde que haja rosas.

Quero-as só quando não as possa haver.

Que hei-de fazer das coisas

Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora

A fez em ouro e azul se diluir.

O que a minha alma ignora

É isso que quero possuir.


Para quê?… Se o soubesse, não faria

Versos para dizer que inda o não sei.

Tenho a alma pobre e fria…

Ah, com que esmola a aquecerei?…


Fernando Pessoa - 7-1-1935



Como não conseguia escrever, resolvi deixar essa poesia lindíssima de Fernando Pessoa, que eu amo.

de de

Oceano

Vou ceder
com toda vontade que represei


Tanto tempo


Vou te enlouquecer, ou a mim
talvez ambos
talvez nenhum


Mas agora


Preciso extravasar


Uma pequena gota no seu oceano, eu sei
mas eu sei como fazer


Eu sei como


E eu sei que uma gota
           às vezes
representa mais do que parece


Porque o oceano é cheio delas
           mas
nenhuma é tanto
quanto eu serei


Que tal o risco?
       de nunca mais estar ali...
            de ser esquecido no obscuro
                 de não mais voltar
            de perder-se para sempre e
       se transformar


em tudo
                e nada
                              e ser eterno e infinito
                e para sempre e tão longe quanto
nem gota, nem oceano


mas tudo


o que há


talvez o medo me impeça
...mas o que fazer
diante da magnitude desse amor


O risco de se perder
vale o benefício de ser
Eterno


de de

Declaração de amor sucinta

Olha, eu não vou te enrolar tentando ser teu amigo ou lançando olhares que podem não dar em nada. Eu vou apenas te dizer, que você é a mulher mais perfeita que eu já conheci, você é linda, inteligente, simpática, gentil, eu não sei, pode ser só pra mim, mas é isso que importa. Eu estou arriado por você. Por que você deve ser muito quente na cama, com certeza seria uma esposa exemplar e uma mãe fantástica, tenho todos os motivos do mundo para adorar você, por isso não quero perder tempo fingindo que não sinto algo a mais. Então, se você aceitar sair comigo eu posso te mostrar que sou o homem perfeito pra você. E aí, tá afim?


de de

Feliz realidade

É tão estranho... quando a gente começa a gostar de alguém e não sabe o que fazer, o que dizer, como reagir. Tentamos nos tornar melhores e ser diferentes da multidão. Tentamos chamar a atenção ou apenas desejamos com todas as forças que o fruto de nosso desejo nos deseje tanto quanto.

Então vêm as dúvidas. A análise minuciosa de cada gesto e de cada palavra do outro. Como se alguma coisa pudesse indicar se o sentimento é mútuo...


De qualquer forma, mais cedo ou mais tarde a gente descobre que todo o esforço era em vão, se a pessoa gostava, ela gostava do jeitinho que a gente era, e se ela não gostava... Nada ia mudar isso mesmo!


Mas, mesmo sabendo que é ilusão, mesmo sabendo que os sinais não estão ali. A gente inventa e se desdobra pra achar um motivo.
 

Um motivo para estar gostando, um motivo para não ser correspondida, um motivo para se declarar, um motivo para tudo!
 

Acontece que os motivos certos nunca são encontrados, e a gente continua gostando, continua achando que não está sendo correspondido, continua não se declarando e continua sempre, apesar de tudo, acreditando que um dia vai dar certo.
 

Mas aí, um dia, a gente desiste, para e resolve seguir a vida sem se importar se aquelas borboletas no estômago irão aparecer ou não.
 

E eis que o mais incrível acontece.
 

Surge alguém que nos faz tão bem e que nos conforta. Alguém que te conquista pelo olhar e te ganha pelas atitudes.
 

E para esse alguém você nem precisa identificar sinais ou tentar se iludir, por que os sinais são claros e precisos.
 

Assim, a novela da ilusão termina, e a novela da realidade apaixonante se inicia.
 

E o mais engraçado é que essa novela não faz o protagonista sofrer no começo para terminar bem. Ela já inicia com o protagonista radiante de felicidade.
 

E a única coisa que precisa ser feita é acreditar, que aquelas ilusões não existem mais, porque agora é tudo uma feliz realidade.

de de

Quando o amor chega - 2ª parte

Primeira parte: Quando o amor chega - 1ª parte

Mesmo pensando bem, ela não conseguia se lembrar, quando deixara de considerá-lo um amigo e passara a querer algo mais? Ainda lembrava-se dos primeiros dias, quando não se importava em controlar o que diria a ele, ou mesmo o que vestiria para impressioná-lo. Que não conseguia enxergar nele nada de atraente, talvez aquele seu estilo sério e compenetrado, mas nada de mais interessante para notar. Mas agora tentava refletir quando foi que tudo mudou. Talvez naquele dia...


Na segunda semana em que estava substituindo sua irmã na lanchonete, ela acabou perdendo a hora e chegando atrasada, sabia que a lanchonete era muito rígida a este respeito, mas esperava que nada fosse acontecer, porque era a primeira vez que se atrasava. No entanto, Mateus a chamou para conversar em sua sala.


Esperava por um sermão e rezava para não haver uma demissão, mas o que aconteceu foi totalmente inesperado. Ele começou com um sermão, mas alguma coisa no seu tom de voz, ou talvez nas palavras que estava usando, fizeram com que um diálogo se desenvolvesse. Quando ela havia entrado na sala, o clima estava pesado e os dois estavam nervosos e tensos, mas depois de algumas palavras eles se olhavam com tranquilidade  e a conversa fluía com leveza. Aquilo com certeza não era mais um sermão.


Renata saiu da sala meio a contragosto, quando uma funcionária foi comunicar que um fornecedor havia chegado. A partir daquele dia ela não conseguia mais tirar os olhos dele, analisando suas características, sua personalidade e, principalmente, suas qualidades.


Assim, havia chegado na situação em que se encontrava, não sabia o que dizer quando ele estava por perto, perdia todo e qualquer assunto para puxar uma conversa, sem contar que achava tudo que ele fazia perfeito, ele era responsável, inteligente, gentil, compreensivo e muito atencioso.


- Não se acha mais homens assim na face da terra, mana! Ai, eu quero ele! Eu preciso dele!


- Renata, esquece isso! Por favor! Você e ele não tem nada a ver!


- Talvez possamos ser como arroz e feijão! Não tem nada a ver, mas juntinhos fazem o maior sucesso! Sem contar que nunca enjoa...


As duas riram juntas, enquanto Renata imaginava uma forma de conseguir dizer o que sentia.


- Eu vou escrever... Vou escrever num bilhete e vou entregar pra ele... O que você acha?


- Não sei... Não é muito sem emoção? Ele nem vai estar vendo você e você não vai ver a reação dele...


- Eu entrego o bilhete e peço pra ele ler, na minha frente.


- Bom... Talvez funcione melhor assim...


- É! Vai ser o bilhete mais lindo e romântico que ele já recebeu, você vai ver.



de de

Pra você

Amei a letra dessa música.

de de

Amor real



Eu quero um amor alucinante, megalomaníaco, totalmente descontrolado. Um amor irresistível e sem rédeas. Que me faça sentir livre e dona do mundo. Dona de tudo aquilo que já me pertence, mas que nunca consegui me apoderar.

Quero um amor, que após o turbilhão, seja minha paz, meu recanto e meu descanso após a luta. Um amor tranquilo que me faça sentir segura e em harmonia com o que há de melhor em mim.

Quero um amor compreensivo e sem limites. Um amor que entenda minhas múltiplas divisões e consiga se locomover por dentre todas elas sem machucar-se, a si ou a mim.

Pra mim, esse seria o meu amor real, o meu amor verdadeiro e duradouro. Seria aquele que eu olharia depois de muito tempo, e agradeceria, sem arrependimentos, cada segundo dedicado a ele.

de de

Situação corriqueira

Bia olhava pela janela a chuva fraca que caía lá fora, enquanto a professora explicava alguma coisa que parecia ininteligível. A amiga, que sentava logo atrás, passou um bilhete para ela.
A Bru me contou q o Ricardo disse q vai sair com a Jaque.
"Que ódio!" Foi o que ela pensou.
E eu com isso!
Foi o que ela respondeu.
Ué! Não tá afim dele sua loca?!
"Eu estou desesperadamente apaixonada por ele! Droga! Meu coração está se partindo em quinhentos pedaços... O que ela tem que eu não tenho?... Mas, se é guerra que ele quer, é guerra que ele vai ter!" Foi o que ela pensou.
Da onde eu tô afim dele?! Aff, é do Thiago!
Foi o que ela respondeu.
Hmmm, neste caso, não vai ser difícil, porque ele fica te olhando a aula inteira...
Bia fez questão de retornar o olhar apaixonado, jogar o cabelo e dar um sorrisinho sensual. Mas não conseguiu manter a sedução depois de Thiago ter arregalado os olhos e quase caído da cadeira, ficando com a boca extremamente aberta e ainda atordoado depois disso.

"Que reação foi aquela minha gente?! Cruzes! Acho melhor eu escolher outro pra fazer ciúmes..."

Antes que ela pudesse pensar na próxima vítima o sinal tocou e todos estavam levantando-se para ir embora. Mas Ricardo, ao invés de sair porta afora, se dirigiu até ela.

- E aí? Fiquei sabendo que tirou 100 na prova, virou CDF é?

Seu coração parou, depois acelerou, seu rosto ruborizou e parecia impossível falar... Mas só por um milésimo de segundo enquanto ela tentava desesperadamente encontrar a frase certa.

- Ah! Nada... Estudei um monte, só isso...

- Eu sei que é porque você é inteligente. Eu estava até pensando em te convidar pra estudar, quer dizer... Não precisa ser lá em casa, digo, você entende? Eu não sou muito bom e... Se você pudesse me ajudar... Sabe...

Ele não sabia pra onde olhar e aquela parte, que fora cuidadosamente ensaiada, não saiu nada bem. Ela ia achar que ele era um idiota. Mas, ao contrário do que ele imaginava, ela sorriu gentilmente enquanto ele sentia seu coração se derreter.

- Eu ajudo. Só me diz quando.

De repente ela lembrou do que a amiga dissera.

- Quer dizer, você não ia sair com a Jaque... Bom, você podia pedir pra ela, ela tirou 85 na prova, mas já que você tem intimidade com ela, talvez seria melhor né?

- Anh?

- Tenho que ir, minha vã está esperando!

Ele ficou totalmente sem reação. Sair com a Jaque? Desde quando? Levou um fora sem motivo e demoraria muito para conseguir tentar de novo.

Enquanto isso ela saía feliz caminhando em direção à vã. Ele podia ter tentado enganá-la com aquele papinho furado e aquela cara de coitado, mas ela saiu por cima... Esperando que ele tentasse muito mais vezes...


Link da imagem
É isso aí minha gente, não consigo escapar de escrever situações juvenis kkkk

de de

Seja você

Tento escrever livremente, apenas me importando se é o que eu gostaria de transmitir ou não, mas às vezes isso se torna muito difícil. Eu gostaria que Machado de Assis pudesse falar comigo e me dizer: "Calma, isso acontecia comigo também." Mas eu acho que ele não vai falar... Enquanto isso eu preciso ir me acostumando a não me importar com o que as pessoas vão pensar se eu escrever isso ou aquilo. Se ficou bom é sinal que devo seguir neste caminho, se não ficou bom eu continuarei tentando até melhorar.

Estou falando isso porque nem sempre me sinto livre o suficiente para escrever sobre qualquer coisa, com medo de represálias e discussões que não vão dar em nada, mas hoje eu tive um "estalo" e percebi que se eu deixar de ser autêntica, se eu apenas escrever o que todos querem ouvir, essa não serei eu, e então continuarei na mesma.


Resolvi colocar isto no blog porque acredito que a autenticidade se encaixe em qualquer função que alguém queira exercer, ou mesmo, em qualquer momento da vida. Não se pode ganhar sendo desonesto consigo mesmo, porque mais cedo ou mais tarde, não se conseguirá mais fingir e a máscara cai. Ou, mais cedo ou mais tarde, quando vier o "estalo", recomeçar vai ser tão difícil quanto jamais seria se tivesse percebido antes que o importante é ser você mesmo o tempo todo.

Na verdade, essa história de "seja você mesmo" parece papo de quem ainda não cresceu e ainda não construiu o seu caráter, mas eu encontro tantas pessoas muito mais velhas que eu, que não sabem se expressar naquilo que realmente importa, ou seja, naquilo que elas realmente gostariam de dizer!

A mensagem é simples, mas na prática parece ser muito mais complicado. Por que é mais fácil fingir para escapar das situações com rapidez, do que enfrentar a realidade, sofrer as consequências e viver tranquilo mais tarde...

Muitos passam a vida transgredindo regras, fingindo sentimentos para si mesmo e se convencendo de que essa é a melhor maneira de ser reconhecido, pois na minha opinião essa é a única maneira de viver sofrendo por nunca encontrar o que há de mais valioso na vida: a verdade.

1 - Primeira imagem
2 - Segunda imagem